Obesidade: Muito Além de “Fechar a Boca e Fazer Exercício”

Mulher com expressão de sofrimento emocional diante de uma refeição, em ambiente social, representando os impactos do estigma da obesidade e do viés de peso na saúde mental.

Você já ouviu que para emagrecer “é só fechar a boca e se exercitar”? Essa frase, embora popular, simplifica demais um problema de saúde extremamente complexo. A obesidade é uma condição multifatorial, que envolve muito mais do que apenas comer menos e se movimentar mais.

Neste artigo, vamos mostrar por que tratar a obesidade requer mais do que força de vontade, quais são os fatores que influenciam o ganho de peso e como buscar ajuda profissional de forma correta e eficaz.


Obesidade é doença, não preguiça

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a obesidade como uma doença crônica, progressiva e multifatorial. Isso significa que ela:

  • Não é causada apenas por excesso de comida
  • Não se resolve com “receitas mágicas”
  • Precisa de acompanhamento profissional contínuo

Assim como hipertensão ou diabetes, a obesidade exige tratamento personalizado, com estratégias adequadas à realidade de cada pessoa.


Por que nem sempre dieta e exercício funcionam?

Embora alimentação e atividade física sejam pilares importantes no tratamento, muitas pessoas fazem tudo “certo” e ainda assim não emagrecem. Isso pode acontecer por diversos motivos, como:

🔹 Genética

Algumas pessoas têm maior tendência a acumular gordura e menor gasto calórico basal, independentemente da dieta.

🔹 Desequilíbrios hormonais

Problemas como resistência à insulina, hipotireoidismo e distúrbios de cortisol podem dificultar o emagrecimento.

🔹 Sono ruim

Dormir mal altera hormônios como grelina (fome) e leptina (saciedade), favorecendo o ganho de peso.

🔹 Estresse crônico

O estresse aumenta o cortisol, que favorece o acúmulo de gordura abdominal e compulsões alimentares.

🔹 Fatores emocionais

Ansiedade, depressão e baixa autoestima podem levar ao comportamento alimentar desregulado e sabotagem emocional.


O papel da nutrologia no tratamento da obesidade

O médico com formação em nutrologia avalia o paciente de forma integral, indo além do número na balança. O tratamento pode incluir:

  • Avaliação metabólica e hormonal completa
  • Prescrição de medicamentos, quando necessário
  • Estratégias alimentares individualizadas
  • Suplementação de nutrientes que afetam o metabolismo
  • Acompanhamento da composição corporal, não apenas do peso

Essa abordagem é científica, humanizada e sem julgamentos.


Por que culpar o paciente não resolve?

Culpar alguém com obesidade pela própria condição é ineficaz e prejudicial. Isso só:

  • Aumenta a vergonha e a culpa
  • Dificulta a busca por ajuda
  • Gera abandono de tratamentos
  • Afeta a saúde mental e emocional

A obesidade não é falha de caráter. É um desafio de saúde que exige acolhimento, ciência e acompanhamento profissional.


Perguntas Frequentes (Google FAQ)

✅ Obesidade é só falta de força de vontade?
Não. A obesidade envolve fatores genéticos, hormonais, emocionais e ambientais.

✅ Por que faço dieta e não emagreço?
Pode haver alterações metabólicas, hormonais ou emocionais impedindo o resultado.

✅ Dormir mal pode engordar?
Sim. Sono ruim desregula hormônios da fome e saciedade, favorecendo o ganho de peso.

✅ Quem tem obesidade precisa de acompanhamento médico?
Sim. O tratamento deve ser individualizado, com avaliação completa e suporte contínuo.


Conclusão

A obesidade está longe de ser apenas uma questão de “força de vontade”. É uma condição complexa, influenciada por diversos fatores fisiológicos, genéticos, emocionais e ambientais. Reduzir o tratamento a fechar a boca e fazer exercício é desrespeitoso e ineficaz.

Se você luta contra o peso e sente que já tentou de tudo, saiba que não está sozinho — e que existem abordagens médicas seguras, eficazes e sem julgamento. O primeiro passo é procurar ajuda com um profissional capacitado.

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